REVISTA PLAYBOY CHEGA AO FIM. VEJA!

Capa da edição de junho de 2013 da Revista Playboy é um reprint da publicação gringa. Faltou dinheiro para esta edição?

Capa da edição de junho de 2013 da Revista Playboy é um reprint da publicação gringa. Faltou dinheiro para esta edição?

 

 

Emblema do Grupo Abril, revista Playboy estará entre as publicações a serem “descontinuadas” pela editora. Circulação que já superou 1,2 milhão está abaixo dos 150 mil exemplares. Público adolescente migrou para a internet na troca de ensaios estáticos por cenas mais quentes.

Cortar até mil funcionários, economizar R$ 100 milhões dentro de um faturamento, no ano passado, superior a R$ 2,8 bilhões e superar a ausência de Roberto Civita. Tudo isso não parece estar tirando o sono dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Victor Civita Neto, o Titi, os novos maiorais do Grupo Abril. Afinal, na semana passada eles já começaram as demissões por cerca de 70 jornalistas que ocupavam cargos de direção nas muitas superintendências da editora. O que está efetivamente preocupando a dupla é outra decisão a ser tomada: a de fechar ou manter aberta a revista Playboy. A lista das revistas que serão “descontinuadas” pela Abril sai nesta segunda-feira 10.

(Atualização: A decisão dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Vitor Civita Neto, o Titi, foi a de incluir a publicação na lista das revistas que serão “descontinuadas” pelo Grupo Abril)

Um dos emblemas da Abril, que publica a revista fundada por Hugh Heffner desde o final da década de 1970, a Playboy virou uma máquina de dar prejuízos. A circulação da mensal sofreu o maior tombo entre todas as fortes quedas verificadas na editora, com suas vendas reduzidas em 38, 52%, caindo de 221,7 mil exemplares para 136,3 mil exemplares vendidos no último mês. O preço de capa, hoje superior a R$ 10, se deprecia rapidamente, com exemplares de apenas quatros meses atrás podendo ser comprados em bancas que os guardam por menos da metade do preço, como revela o pesquisador Leandro Mendes em seu blog Revista que Amamos. Como a Playboy não tem as chamadas matérias quentes, mas ancora-se em fotos de mulheres famosas nuas, essa depreciação é um dos elementos que acentua a queda da circulação. Por que, afinal, comprar caro hoje o que se pode pagar barato logo em seguida?

O dilema da Playboy, no entanto, é ainda mais profundo. Nascida com o apoio de um grande público adolescente, a revista ressente-se hoje da migração desse público para a internet, onde a oferta de fotos – e vídeos – sensuais, com mulheres de sonhos, é ampla e franca. Por que comprar uma revista de papel, com ensaios estáticos, se uma busca no google pode oferecer muito mais diversão a custo zero, é outra pergunta que, ao que parece, os leitores da revista estão se fazendo.

Há mais. Para manter um time de estrelas em suas capas, como a atriz Flávia Alessandra, entre outras, a Playboy, mesmo sem concorrentes para seu antigo padrão de beletrismo, hoje aviltado, usou contra si própria sua fórmula de glamour. Isto é: passou a oferecer cachês altíssimos, que muitas vezes envolveram a concessão de participação de até 50% no valor da capa da publicação para suas estrelas, além de um pagamento fixo. Essas remunerações chegaram, muitas vezes, a mais de um milhão de reais a cada mulher. No entanto, apesar de tanto dinheiro envolvido, muitas capas encalharam, como a da, digamos, intelectual Fernanda Young, a que se comentou na ocasião da publicação.

Pagando caro e, mesmo assim, sem garantia de vendas, a Playboy passou a ter seu número de páginas reduzido. Os ensaios comprados da revista americana, que contribuíram para o sucesso da revista, desapareceram de suas páginas. As famosas entrevistas, onde se encontravam revelações inéditas de personagens famosos, perderam a ‘pegada’, recaindo sob o leito do tradicionalismo. Os antigos famosos diretores de redação foram substuídos, com o passar dos anos, por jovens quadros de carreira da Abril. A qualidade da publicação, é claro, se ressentiu.

Fechar a Playboy é a decisão mais difícil da nova dupla de mandatários do Grupo Abril, onde a morte de Roberto Civita resultou não na ascensão de quadros de carreira, mas simplesmente na passagem de comando para seus filhos homens. O que eles fizerem será informado ao mercado como a decisão mais correta. Lá dentro, sim, mas aqui fora a ótica é outra.

 

Fonte: http://www.fotocolagem.com.br/recortes/agenciasdenoticias/revista-playboy-chega-ao-fim/

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6 comentários

  1. Pedro Matos de Santana /

    Já vai tarde. Sonho com o dia em que o câncer chamado VEJA, também suma do meu querido Brasil

  2. Pedro Matos de Santana /

    ..

  3. Raimundo /

    Já vai tarde mesmo! Poderia descontinuar o grupo abril. Assim nós brasileiros teríamos paz, ficando livres daquelas ligações inconvenientes dos vendedores de revista.

  4. Sérgio /

    Vou sentir falta, era uma ótima revista.

  5. raimundo rocha /

    Compra quem quer amigo, o fato de não gostar já era um bom motivo de nem comentar , quem comprou e colecionou além da beleza feminina é claro tinha para quem sabia apreciar ótimas reportagens , mas com o tempo muita propaganda de fato , o que só os leitores notavam essa mudança e com certeza uma nova tendência mundial a informática, prática, rápida e dinâmica, o que faltou aos novos donos da empresa

  6. marcelo /

    cara so quero entender porque mudaram os tipos de fotos que eram publicadas na revista ,pois a ultima que comprei näo mostrava nada e era 90 por cento de propaganda,para mim foi ultra mega decepcionante . ouvi dizer que o dono da revista o americano iria passar a revista para fotos que náo mostra-se tanto nu,mas pensei que no BRASIL se manteria o mesmo padräo das anteriores e náo aquela revista que náo lembra em nada a playboy

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