Logotipo e marca dágua: como usar?

Existem algumas observações que devemos considerar antes de lançar-se como fotógrafo no mercado e queimar a sua imagem como profissional de primeira

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Criar uma identidade visual na fotografia é algo extremamente complexo além do seu cartão de visitas ou um simples canal em uma mídia social. Aqui, a ideia é abrir uma reflexão e dar algumas dicas sobre a sua identidade na Fotografia, no seu cartão de visita ou contato, no seu website ou mídia social e nas suas assinaturas como fotógrafo.

Sobre a sua fotografia:

É ideal que você comece no mercado profissional já posicionado com uma identidade fotográfica. Por anos estudando e observando trabalhos na área de wedding, fashion e still, conseguimos notar que os grandes nomes da fotografia nestes segmentos construíram uma identidade de iluminação. É comum notarmos como cada fotógrafo tem a sua construção de ajustes tanto de equipamento quanto de pós-produção. Pensando em identidade de iluminação, ou identidade fotográfica, existem algumas observações que devemos levar em consideração antes de lançar-se como fotógrafo no mercado e queimar a sua imagem como profissional de primeira.

É inadmissível:

– Problemas básicos de foco: Ou tem foco ou não tem foco, ou desfoca o fundo, desfoca a frente ou escolha o plano de foco adequado para as tais.

– Problemas básicos de configuração: Ficar perdido na frente do cliente por não saber configurar o seu equipamento mesmo porque nunca deve ter aberto um livrinho que veio junto com a sua câmera, chamado manual do usuário.

– Misturar estilos fotográficos: Você deve optar por uma linguagem ao fazer qualquer ensaio seja ele autoral ou comercial. O ensaio tem que ter uma coerência.

Muitos ao ler esse pedaço, vão contestar: “A fotografia não deve ter regras, não deve ter perfil, não deve ter limites”… Uma pausa nessa reflexão. Para que um carro saia do lugar, você precisa que no mínimo seja dada a partida e engatada a primeira marcha, seja ele um formula 1 ou um clássico dos anos 70.

Na fotografia ou arte, nunca foi diferente. As luzes de Rembrandt, a estética e os tons acentuados das fotos do Sebastião Salgado, a linguagem da suposta obsessão de Diane Arbus pelos freaks. Todos eles, por mais que eram taxados de loucos ou autênticos, tinham algo em comum, a linguagem e a solidez de uma identidade visual na sua arte. É comum na fotografia, principalmente aos iniciantes, ter o encanto com grandes fotógrafos, mas não se atentarem que parte do sucesso é a construção do estilo / identidade fotográfica juntamente com a dedicação pelo que faz.

Para construir uma identidade fotográfica, começando pela luz ou estilo de captura requer tempo e muitos cliques. Apenas fotografando rotineiramente você vai identificar-se com o seu equipamento, se as suas lentes irão ser fixas ou não, se vai ser Nikon, Canon, Sony, Leica, Pinhole entre outras, se você vai ser especialista em social, produto, new born, fotojornalismo.

Outro fator importante é sobre o seu logotipo ou até mesmo como você assina as suas fotografias no mundo virtual. É de extrema necessidade, os fotógrafos contemporâneos criarem o seu espeço através de websites de relacionamentos ou específicos para a postagem de portfólios. Verdadeiras vitrines para o mercado, vemos alguns absurdos, ou melhor, alguns abusos na hora de assinar uma fotografia.

Antes de assinar uma foto, eu sempre me perguntei: Quanto pode valer esta foto? É uma foto bem executada? Digna de uma exposição ou roubo?

Será que algum dia o New York Times ou alguma outra grande mídia vai roubá-la tentando sabotar os direitos autorais?

NÃO! Pois bem, a maioria das fotos são despercebidas no mercado devido ao enorme fluxo virtual que vemos crescer a cada dia. Existem fotos já feitas por mim, que estão em blogs de educação ambiental, devidamente creditadas sem eu ter autorizado. Refletindo sobre a minha fotografia e suas aplicações “sem permissão” cheguei à conclusão de que não há motivos para barracos uma vez que o dono do blog, muitas vezes leigo na legislação do direito autoral / uso de imagem e etc, não fez por maldade e nem está ficando rico por conta disso.

Essas fotografias usadas, também nunca foram geradas com imensas tarjas escritas meu nome / photographer / fotografias ou mesmo “photografy” como já vi escrito. Acredito que pessoas bem intencionadas e empresas grandes que vão lhe proporcionar algum lucro para tal foto, antes de usar vão fazer o devido contato ou vão atrás de uma bela foto num banco de imagens ou até mesmo lhe contratar para fazer algo semelhante.

Sempre tem alguns casos na internet, de pessoas, digamos pseudo-fotógrafos que roubam imagens para colocar em portfólio, que usam imagens de outrem para fazer flyer de workshop entre outros. Hoje com a internet, tona-se quase impossível rastrear tudo de todos a menos que você tenha um bom tempo ou contrate pessoas para o tal serviço. Quanto aos “picaretas” da fotografia, pensaremos da seguinte forma: Se pegarmos alguém usando a nossa imagem, o ideal é agir dentro dos nossos direitos e sempre com a ajuda de um advogado especializado. Caso a pessoa que esteja usando, seja para cunho informativo e/ou educacional devidamente creditada podemos colocar na balança e podendo até encarar tal ação como um meio de divulgação do seu nome. Claro que se a sua imagem foi para um livro de determinada editora e essa editora ganhou horrores com esses livros contendo suas imagens, virou comércio. Pode e deve ir atrás dos direitos.

Outra visão sobre a sua identidade, é a sua assinatura. Nota-se no mercado as assinaturas discretas, as assinaturas grandes demais e as que literalmente estragam a foto. A fotografia antes de tudo, “tem que ser ela”. Não é seu nome, sua logo, sue “fotografy” “fotografer” “photography” ou “photographer” que tem mais que aparecer na imagem. O bom profissional destaca-se naturalmente por uma luz incrível, a foto sensacional e a tomada de decisão de disparo da câmera no momento certo. PORTANTO FICA ACERTADO QUE SEU NOME FAZ PARTE (mínima parte) DESDE QUE NÃO INTERFIRA NO ASSUNTO.

Vejamos alguns exemplos QUE SIMULEI DE ALGUNS ABSURDOS QUE JÁ VI NA INTERNET. No caso vou fazer com o meu nome.

O que NÃO FAZER:

Explodir o nome ou logotipo de fora a fora na imagem como se quisesse não mostrar nada apenas seu nome ou o que você faz.

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Colocar grande em qualquer lugar da imagem seu logo ou seu nome em marca d´água achando que se copiarem não vão conseguir tirar a sua marca com o carimbo do photoshop.

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Isso me queima os olhos! Colocar a marca d´água e em relevo. Por favor adobe, tire o “bevel and emboss” do blending e da vida dessas pessoas.

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Agora vamos ver algumas alternativas de como ser sutil com o seu nome / website / identidade por escrito. No caso de logotipos é ideal que o posicione nas extremidades de forma que não se torne extremamente chamativo nas imagens. Veja abaixo uma forma em que eu uso as minhas assinaturas:

Assinar no meio da foto, às vezes se torna perigoso. Essa minha assinatura foi propositalmente invadida na imagem para que seja usada na testeira da fanpage ou no twitter, que é no meu caso para onde mandei essa imagem.

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Aplicação no twitter:

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Uma alternativa, bastante usual é coloca-la no canto superior direito na vertical.

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Outra alternativa também pode acontecer colocando uma borda preta ou branca isolando a imagem de forma que fique bem claro o que é foto e o quem a realizou.

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No caso de fotografias verticais, sugere-se a tag, ou nome no canto inferior direito.

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A dica é tomar cuidado para que as imagens sejam imagens e não perca o objetivo de ser imagens. Não se preocupe muito com os pseudo-fotógrafos pequenos, que eventualmente vão roubar a sua imagem e por no portfólio, aliás, ele nunca vai conseguir executar algo à altura.

Dedique um tempo para criar a sua logo, conte com profissionais, vamos parar com essa cultura de que pagar um profissional de verdade para desenvolver algo é besteira porque se continuarmos pensando assim, cada vez mais os clientes vão achar que a câmera na mão do sobrinho vai resolver a foto do produto, casamento ou festa de aniversário. Parta para o mundo profissional começando da licença do photoshop que a maioria não tem e aí sim depois podemos pedir os direitos autorais das nossas criações.

 

Fonte: http://photos.com.br/logotipo-e-marca-dagua-como-usar/

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