Fotógrafo autoral trabalha somente em preto e branco

A fotografia autoral está em uma crescente, conheça na entrevista um profissional que trabalha somente com autoral em preto e branco

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Nascida nos anos 80 na charmosa cidade de Paris, o fotógrafo Cyrille Druart, tem uma linguagem e estética singular na criação de suas imagens autorais em preto e branco. Esteve sempre interessado por arte e se formou em Design na à l’ESAG-Penninghen, em Paris, onde aprendeu sobre fotografia. Partindo daí começou a viajar e observar as pessoas, como se comportam, como interagem e seus movimentos, foi onde se apaixonou pela fotografia autoral em preto e branco. Seu objetivo não é só congelar o tempo, mas para tirar fragmentos da realidade para criar imagens individuais, feitos de uma substância própria. Confira a entrevista:

Portal Photos: Conte sobre seu processo criativo nos momentos que sai para observar as pessoas?

Cyrille Druart: Quando eu viajo, acordo cedo e ando aleatoriamente até que algo me chame à atenção. Muitas vezes eu saio e não fotografo mesmo carregando a câmera o tempo todo, fico procurando imagens em potencial, então eu posso esperar até trinta minutos o momento certo de fazer aquela foto.  Eu posso voltar várias vezes naquele lugar para ver a variação da luz, ou a mudança nos movimentos das pessoas. Como fotógrafo, você precisa estar sempre concentrado.

PP: Por que sua escolha de fotografar em preto e branco?

Eu escolhi preto e branco desde o início, amo a fotografia de cor também, mas eu me sinto mais perto de imagens monocromáticas. É um pouco cru e direto. Eu prefiro me concentrar em luz e sombras em vez de cores. Quero dizer, olhe o trabalho de Erwin Blumenfeld, o que ele fez é muito bonito, e exige muito estudo para alcançar tais composições com cores fortes.

PP: O que te atrai tanto na fotografia preto e branco?

CD: Para mim preto e branco está perto de abstração, eu gosto disso porque posso separar minhas imagens da realidade. Baseio meu trabalho no mundo real, a câmera captura então eu isolo a cena a fim de criar um mundo diferente. É apenas uma fração de segundo, um momento que nunca vai existir novamente em que a imaginação do espectador cria o resto. Não faço como os fotojornalistas, meu interesse não é mostrar o mundo como ele é eu quero filtra-lo primeiro. Preto e branco também são um ótimo meio para criar mistério, o estranho e inusitado particularmente me interessa, e eu me sinto atraído por atitudes nervosas também.

PP: O que você pensa sobre o mercado de fotografia autoral nos dias de hoje?

CD: A internet mudou radicalmente o mercado, mudou a nossa forma de mostrar fotos, a nossa maneira de compartilhá-los, e a maneira de como vender o trabalho. Hoje eu acho que é mais fácil do que nunca para ser visível para um público amplo. As câmeras digitais permitem que às pessoas tirem fotos de qualidade sem muito conhecimento, os processadores são capazes de escolher as configurações. Portanto, qualquer um pode fingir ser um fotógrafo.

PP: Qual mensagem você quer passar aos nossos leitores?

CD: Acho que as pessoas seguem muito uns aos outros. Mais do que nunca, devemos entender a noção de qualidade, devemos ficar vigilantes. Eu tento fazer imagens atemporais que falam a todos. Acho que meus recursos visuais são fáceis de entender, e eu espero que elas toquem o espectador de uma maneira natural.

Fonte: http://photos.com.br/fotografa-autoral-trabalha-somente-em-preto-e-branco/

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