Folia de Reis

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 Companhia de Santos Reis de Vila Formosa
Companhia de Santos Reis de Vila Formosa – Grupo de Folia de Reis formado por migrantes paranaenses, mineiros e nordestinos, na Vila Formosa, zona norte de Sorocaba. A origem da Companhia de Santos Reis de Vila Formosa é recente. Começou em 1989, quando o senhor José Coppi, embaixador (mestre) da Companhia, recebeu uma carta convite do senhor Benedito Parisi e do senhor Tarcísio Amaro para organizarem aqui nesta cidade uma Companhia de Reis.O convite foi logo aceito. Isso porque todos eles já possuíam antecedentes em Companhias de Reis. Aliás, esse fenômeno é inerente aos foliões da Companhia de Santos Reis de Vila Formosa (praticamente todos já participavam anteriormente de outras companhias ou possuiam pais e avós que participavam).

Organizou-se então a Companhia de Santos Reis de Vila Formosa. O senhor José Coppi, nessa época, já não mais residia na Vila Formosa e sim na Vila Angélica. Entretanto, como a maioria dos foliões reside na Vila Formosa e por ser ali a sede da Festa de Chegada de Reis, convencionou-se a denominar Companhia de Santos Reis de Vila Formosa.

Os personagens da Companhia são: o embaixador ou mestre (aquele que puxa a cantoria), o contra-mestre, a bandeireira (que carrega o estandarte), o apontador de prendas, os Bastião (conhecidos por palhaços, personagens cômicos que utilizam máscara), e os foliões divididos por vozes (tala, requinta, contra-tala, contra-tipe, baixão…) e instrumentos. A Companhia de Santos Reis de Vila Formosa é composta por cerca de 15 pessoas, divididos em um grupo de oito a seis vozes (nem todos na Companhia cantam).

Os instrumentos musicais utilizados pelos foliões são: 2 caixas, 1 viola, 3 violões e 1 pandeiro. Os instrumentos de corda são afinados em sol maior.

A viola e violões são enfeitados com fitas coloridas. Cada fita pode ter um simbolismo. Geralmente as cores que se utilizam são: amarela, cor-de-rosa, azul (que podem simbolizar a Virgem Maria, sendo que a cor-de-rosa também tem por signo os doze apóstolos de Cristo)e branca (o Divino Espírito Santo).

A bandeira, de pano comum, de cor verde, também é enfeitada com flores de papel crepom e fitas coloridas. Nela está a imagem dos Três Reis Magos e de Nossa Senhora com São José. É costume da população amarrar fitas na bandeira como sinal de devoção ou de cumprimento de promessa. A bandeira fica, assim, mais enfeitada. Os enfeites aumentam mais quando populares prendem na bandeira os ex-votos (fotos, fita, blusinhas ou outros objetos).

Esses ex-votos acompanham a bandeira em toda a sua jornada. Ao término desta, então são tirados e jogados em água corrente ou levados até a Aparecida do Norte. Não se pode jogar esses ex-votos em água parada, queimá-los ou guardá-los na casa dos foliões.

Indubitavelmente os personagens que despertam maior curiosidade são os Bastião. A máscara dele, de couro e pano, imitando barba é realmente inusitado para quem desconhece as folias de Reis. Esses personagens representam os espias de Herodes.

Os Bastião sempre usam uma espada ou facão de madeira. É com ele que defendem a bandeira. Se houver um encontro de bandeiras o Bastião deve defendê-la, então os Bastiões dos dois grupos ‘cruzam espada, sem dó…’.

Quanto às toadas, as completas (nascimento e padecimento de Cristo) possuem 25 versos; as simples, apenas de louvação e pedido de ofertas para a bandeira são menores, de dez versos e de duração de seis minutos. A forma de cantar as toadas varia de acordo com a sua procedência. A Companhia realiza basicamente três tipos de toadas: a paulista, a baiana e a mineira. A paulista é mais simples, podendo ser realizada com quatro vozes (o embaixador e o contra-mestre, mais duas vozes que respondem em coro), não havendo aquele grito característico de prolongamento de final de verso cantado em resposta. Na baiana e mineira já se faz necessário a equipe completa (mínimo de oito vozes), sendo característica marcante o grito da voz contratala (na Companhia de Santos Reis de Vila Formosa essa voz é feita pela dona Maria Cândida da Fonseca.

(Bibliografia: Cavalheiro, Carlos Carvalho. – Folclore em Sorocaba – PMS – 1999.).

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1 comentário

  1. folia de reis é muito legal

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