Festival Fotógrafos em Ouro Preto é realizado de 1 a 4 de agosto

Fotógrafos em Ouro Preto

Fotógrafos em Ouro Preto

Segunda edição do evento conta com a participação de nomes como Frans Krajcberg, Miguel Rio Branco e Pedro DavidOficinas, leituras de portfólios, debates diversos e exposições transformam o espaço urbano histórico durante os dias do festival

 

O festival Fotógrafos em Ouro Preto já tem data marcada em 2013: de 1 a 4 de agosto.

O evento dedicado às artes visuais é um encontro de gerações de fotógrafos, linguagens e culturas. A segunda edição do festival é resultado do sucesso obtido no ano anterior.  Durante o encontro, Ouro Preto se transforma. A cidade recebe profissionais –  e também iniciantes –  em oficinas, palestras, exposições, instalações, leituras de portfólios e roteiros que exploram a fotografia como forma de sensibilização do olhar para perceber as mudanças espaciais.

 

Em meio a efemeridade da era da fotografia digital, o Fotógrafos em Ouro Preto promove uma reflexão em torno da memória social. “Com base nesses conceitos é que montamos a programação. A ideia é abordar as possibilidades estéticas da imagem como instrumento de registro do nosso tempo, estimulando a técnica, a imaginação e os sentidos”, explica Lucas de Godoy, um dos coordenadores do evento.

 

Em 2013, o evento homenageia o  escultor, pintor, gravador, fotógrafo Frans Krajcberg.  Nascido na Polônia, Krajcberg chegou ao Brasil em 1948, depois de perder toda a família em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.  Brasileiro naturalizado, viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. A pesquisa e utilização de elementos da natureza, em especial da floresta amazônica, e a defesa do meio ambiente, marcam toda sua obra.  (Fonte: Enciclopédia de Artes Visuais do Itaú Cultural).

 

Uma das participações mais celebradas no Fotógrafos em Ouro Preto 2013 é a do pintor, fotógrafo, diretor de cinema e criador de instalações multimídia Miguel Rio Branco. Filho de diplomatas brasileiros, ele vive no Rio de Janeiro. Rio Branco trabalhou intensamente na Europa e Américas desde o começo de sua carreira, em 1964. Trabalhou como fotógrafo e diretor de filmes experimentais em Nova Iorque de 1970 a 1972.

 

Dirigiu e fotografou curtas metragens e longas nos próximos nove anos. Paralelamente, perseguindo sua fotografia pessoal, desenvolveu um trabalho documental de forte carga poética. Nos anos 1980, Miguel Rio Branco foi aclamado internacionalmente por seus filmes e fotografias na forma de prêmios, publicações e exposições.

 

A participação de Miguel Rio Branco no encontro cria uma ponte entre Ouro Preto e o Instituto Inhotim, principal centro de arte contemporânea no Brasil e que tem um pavilhão dedicado a obra do artista. Resultado de um longo processo de colaboração entre Inhotim e Rio Branco, o espaço possui uma apresentação abrangente de sua produção. As obras reunidas mostram imagem fotográfica em diversos suportes, como fotos individuais, polípticos, painéis, filme, instalações audiovisuais e multimídia, oferecendo uma grande colagem multifocal da obra do artista, emoldurada por um arrojado projeto arquitetônico. As obras incluem imagens produzidas nos últimos 30 anos, desde suas séries iniciais, como “Maciel” (1979), realizada no Pelourinho, em Salvador, até suas instalações mais recentes, nas quais sua pesquisa se encontra com o impulso espacial da arte contemporânea.

 

A nova geração de profissionais também é destaque em Ouro Preto. O fotógrafo Pedro David, um dos nomes mais importantes da cena contemporânea, ministrará o workshop “Fotografia de Busca”. O mineiro acaba de vencer o prêmio Conrado Wessel de Arte, com a série “Sufocamento”. Além da oficina, ele traz para o evento a exposição “O Jardim”.

 

Nas ruas do centro histórico, o projeto Cubocorredor vai transformar o espaço urbano em uma galeria a céu aberto. O trânsito será interrompido e dará lugar a projeções audiovisuais, apresentações musicais e outras intervenções. As agência Nitro e UAIphone marcam presença com atividades que vão surpreender o público do festival e os moradores de Ouro Preto.

 

Durante os Roteiros Fotográficos, historiadores e fotógrafos profissionais traçam as rotas A Cidade da SerraPelas montanhas e cachoeiras de Ouro Preto Memória Fotográfica, acompanhados pelos participantes do evento nos arredores da antiga Vila Rica.

Memória e participação da comunidade

 

Uma das preocupações do Fotógrafos em Ouro Preto é preservar a memória e promover o resgate da identidade das pessoas por meio da valorização da imagem. Repetindo a parceria do ano passado, o Instituto Moreira Salles traz para o evento uma oficina de conservação e armazenamento de acervos.

 

Outro objetivo dos organizadores é que toda comunidade ouro-pretana se envolva com o projeto. Por isso, a programação promove um intercâmbio entre o centro histórico, periferia e distritos, permitindo uma nova leitura fotográfica e social da cidade, além de motivar a interação entre essas duas esferas do desenvolvimento urbano em Ouro Preto.

 

“É obvio que vivemos a era das imagens e nada é mais justo que fazer de uma das cidades mais fotografadas do Brasil, que sempre foi ponto de partida para outros movimentos, como centro para pensarmos novas perspectivas, éticas e estéticas”, explica Rodolfo Meirel, um dos coordenadores do evento.

Assim como em 2012, os projetos com os moradores de Ouro Preto não param quando o evento termina. Durante o ano, alguns dos fotógrafos participantes continuam a ministrar cursos em escolas, centros sociais e comunitários.

 

Profissionais da cidade também estão envolvidos. O artista visual Guilherme Mansur, criador da logomarca do Fotógrafos em Ouro Preto, participa com a chuva de poesias e coletivo Olho de Vidro com a exposição “Muros”.

 

Oficinas e atividades

 

A ideia do Fotógrafos em Ouro Preto é promover oficinas com temas variados, tendo como público-alvo não só profissionais como também iniciantes.

Veja os cursos que já estão confirmados:

–       Fotografia de Busca, com Pedro David

–       Fotografia de Arquitetura, com Jonas Grebler

–       Iluminação em Estúdio, com Elmo Alves

–       Fotografia de Espetáculo, com Naty Tôrres

–       Bate-papo sobre Fine art com Tibério França

–       Conservação e Manutenção de Acervos Fotográficos, Instituto Moreira Salles

E mais: cursos com Eduardo Tropia, Germano Neto, Dimas Guedes e uma oficina inédita de fotografia aérea.

Outras atividades: Leitura de Portfólio com Tibério França e Alexandre Martins, Debates, Papo com Foto e exposições.

Em breve informações detalhadas sobre as atividades e a programação completa.

Histórico

 

A redescoberta de uma fotografia feita na década de 1980 foi o ponto de partida para a idealização do primeiro Fotógrafos em Ouro Preto.

O célebre registro de Luiz Carlos Felizardo imortalizou o grupo de participantes da Semana Nacional de Fotografia da Funarte realizada em Ouro Preto em 1987, e estimulou o surgimento do Fotógrafos em Ouro Preto em 2012, na cidade berço de outros tantos eventos que serviram como referência para a produção cultural no Brasil.

 

Ao longo de quatro dias de intensas atividades, centenas de fotógrafos amadores e profissionais participaram de palestras, oficinas, leituras de portfólio, exposições, projeções noturnas e atividades culturais que trouxeram de volta a fotografia para o calendário anual de Ouro Preto.

Outras informações no site www.fotografosemouropreto.com.br

 

Informações e fotos em alta resolução:

 

Assessoria de Imprensa do Fotógrafos em Ouro Preto

Laura Godoy – (31) 8628-2248

Cristiano Gomes – (31) 9883- 5633

 

Email: imprensa@fotografosemouropreto.com.br

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1 comentário

  1. eric bezerra /

    Putz, ter que aguentar o renomado Miguel Rio Branco, chamar a ocupaçao nas serras de “favelinha de Ouro Preto” desculpe da vontade de perguntar o que ele ta fazendo aqui ou entao por que ele nao fala assim da “cidade maravilhosa” lamentavel. no mais tudo maravilhoso.

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