Depois a Gente se Vira garante tradição do Carnaval de rua

07/02/15 | MAIS CRUZEIRO

Depois a Gente se Vira garante tradição do Carnaval de rua

Outros blocos tradicionais de Sorocaba optam por festas em locais fechados

 Maíra Fernandes

maira.fernandes@jcruzeiro.com.br Pelo segundo ano consecutivo, o bloco Depois a Gente se Vira será o único bloco tradicional da cidade a sair às ruas. Homenageando o grupo Imagem, o bloco, que espera levar cerca de 700 pessoas ao Centro de Sorocaba, abre o Carnaval na próxima sexta-feira, a partir das 20h. Outros blocos tradicionais que optaram por não sair mais às ruas, como o Boca a Boca e o Mandala, continuam se reunindo, mas em outras atividades, como feijoadas e encontros. Já o bloco Amigos do Quilombinho, também pelo segundo ano, leva o seu maracatu para o Sesc Sorocaba. Além deles, outros novos grupos estão se mobilizando na cidade, como é o caso do Bloco Soviético – Célula Sorocabana.

 

De acordo com o presidente da Liga Sorocabana dos Blocos e Escolas de Samba de Sorocaba (Lisobes), Aroldo Fernando Machado, o foco da liga este ano são as agremiações e, por isso, respeita a autonomia dos blocos que, tampouco, solicitaram parte da verba municipal que caberia a eles, ou responderam aos convites para as reuniões que ocorreram no decorrer do ano passado.

Vale ressaltar que, quando a Lisobes orientou os blocos a desfilarem na passarela do samba em 2014 (na época, na Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, em frente à Prefeitura) e não nas ruas em que tradicionalmente percorriam, por uma questão de segurança, blocos tradicionais da cidade optaram por não desfilar. Na ocasião, inclusive, o Bloco do Cocó anunciou o término de suas atividades. Somente o bloco Depois optou por ir às ruas mesmo com a orientação contrária dada pela Lisobes.

O presidente do Depois a Gente se Vira, Paulo Henrique Soranz, contou que participou de uma reunião com representantes da Secretaria de Cultura (Secult) e Polícia Militar para acertar os detalhes do desfile do bloco para este ano, e garantiu que está tudo certo para o evento, que espera ter média de público e de tranquilidade similar ao do ano passado.

Amanhã, a partir das 12h, o bloco realiza a sua tradicional feijoada no restaurante Cittá (avenida Antonio Carlos Comitre, 520, Campolim). Os interessados em participar pagam R$ 70 pelo ingresso, que dá direito a feijoada e a uma camiseta, ou R$ 45 apenas pela feijoada.

Já o bloco Amigos do Quilombinho leva seu maracatu na unidade do Sesc, no sábado que vem, dia 14, às 15h, como fez no ano passado. Este ano, o tema é Alegria, Alegria. No entanto, adianta a presidente, Rosângela Alves, este ano não sairão na rua, como no ano passado, por falta de estrutura que seja coerente com a realidade do bloco, tomado por crianças.

Rosângela contou que não participou de nenhuma reunião da Lisobes no ano passado e a proposta de levar o bloco para a passarela do samba (agora no Parque das Águas) não é conveniente para eles, principalmente por conta do horário, incompatível por conta do número de crianças e, principalmente, dos integrantes que também desfilam nas escolas. “Mas teremos nosso esquenta para o Carnaval”, informou Rosângela sobre o evento que acontece hoje, a partir das 15h, na sede da entidade, na Vila Leão (rua Caramuru, 203). As atrações serão: Família Pereira, Cássio Ferraz, Vinícius dos Santos, Marcelo Terto, a bateria da escola e o tradicional maracatu. A entrada custa R$ 5.

Samba e feijoada

Mesmo não saindo às ruas, os blocos Mandala e o Boca a Boca optaram por outros meios de diversão. O Mandala, por exemplo, que já realizou seu Grito de Carnaval ainda em janeiro, estará aberto todos os dias do Carnaval, com feijoada e muito samba para os foliões não sentirem falta dos tempos das ruas.

Também o Boca a Boca, um dos blocos que mais atraía o público, optou por opções alternativas às ruas, contou o presidente, Marcos Baleeiro. Além do encontro Boteco do Boca, eles realizam amanhã o tradicional feijoada, a partir das 13h, no Monteiro Lobato. A atração fica por conta do grupo Palasamba, das 13h30 às 15h30, na sequência a escola de samba Estrela da Vila fará uma apresentação na festa e às 16h30 a Banda Mel, de Salvador. A festa está marcada para terminar às 19h e os convites custam R$ 1.200 (mesa para 10 pessoas) e podem ser reservados no posto Abastece Brasil – Afonso Vergueiro. O valor inclui abadá, feijoada e bebida.

A ideia é reunir mais de mil pessoas. “Mais um ano, por falta de apoio do poder público, o bloco não vai sair às ruas. Esperamos que nos próximos anos os governantes entendam que o objetivo do bloco é apenas levar entretenimento à população, que não temos fins políticos e muito menos lucrativos”, comentou o presidente do bloco.

Novos blocos

A célula sorocabana do Bloco Soviético, que desfilou na rua no ano passado, também confirmou atividades para este ano, mais precisamente no dia 17, terça-feira, sem horário e local divulgado até o fechamento desta edição. Batizado como a 2º Revolução das Cinzas, o evento deve adentrar a quarta-feira, dia 18. Enquanto o dia não chega, os foliões já vêm se reunido em diferentes dias e locais. Mais informações podem ser obtidas na fan page do bloco na página do Facebook: Célula sorocabana – Bloco Soviético. Até o fechamento desta edição não foi confirmado se ao bloco dos Bichos sairá as ruas este ano.

Notícia publicada na edição de 07/02/15 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 001 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Veja mais em: http://grupoimagem.org.br/grupo-imagem-e-o-homenageado-deste-ano-do-bloco-depois/
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